QUE MÃO DE OBRA!
Imagine que sua construção é uma empresa e você o encarregado de selecionar o pessoal para trabalhar. Prepare-se, então, para encarar uma árdua tarefa - há muitos profissionais disponíveis, mas falta qualidade nos serviços. A melhor saída é a indicação!
Cansada
dos azulejos do banheiro, a moradora resolveu trocá-los por outros
mais alegres. Como o serviço parecia simples, não perdeu tempo
na pesquisa de mão-de-obra e contratou o assentador de piso que ofereceu
o menor preço. A animação com a reforma
durou pouco: no segundo dia de trabalho, ele acertou uma marretada na tubulação
do prédio, deixando todos os condôminos sem água e sem
esgoto. E a simples troca de azulejos transformou-se em um transtorno para
o prédio.
A experiência desastrosa fez a moradora concluir que ela havia desrespeitado
uma das premissas básicas da construção, o cuidado na
escolha da mão-de-obra. "Sem uma boa equipe de funcionários,
a casa cai. E o barato acaba saindo caro." Se a seleção
não for boa, provavelmente acarretará maiores custos, desperdício
de material, atrasos e muito desgaste.
Crise atrai aventureiros. Essa sempre foi uma tarefa dura, mas há três
anos o problema ganhou nova dimensão. "Com a crise econômica,
os preços dos serviços tornaram-se ainda mais variados. O profissional,
para aumentar sua renda, acaba fazendo trabalhos para os quais não
está preparado. Esses fatores dificultam a escolha e aumentam a probabilidade
de erros durante a obra".
Mas, se por um lado o mercado está inchado - repleto de aventureiros
que se lançam na construção civil -, há muitos
trabalhadores interessados em se reciclar. "Cerca de 13 000 profissionais
passam anualmente pelos nossos treinamentos. A médio prazo, isso significa
um aumento na qualidade dos serviços", prevê a coordenadora
de desenvolvimento do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon). Para facilitar a identificação
do bom empregado, o sindicato, em parceria com o Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (Senai), lançará no próximo ano
uma avaliação para operários que tenham ou não
feito os cursos dessas entidades. Os aprovados receberão certificados,
que poderão servir como uma espécie de carta de apresentação.
Hoje em São Paulo, a Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo - conhecida
como Senai da Construção - indica alunos formados pelos seus
cursos.
A indicação é o melhor caminho. Enquanto essa avaliação
não sai, a principal recomendação para não cair
em armadilhas é trabalhar com mão-de-obra indicada por seu arquiteto
ou engenheiro. Caso ele não vá acompanhar a construção,
você pode pedir uma consulta extra e assessoria na escolha. Bastante
cuidadoso, o gerente de banco de São Paulo, seguiu as sugestões
à risca. "Estou estudando orçamentos há sete meses
e encontrei valores com até R$ 10 000,00 de diferença. Para
chegar a uma decisão, levei a arquiteta da obra para conferir os serviços
dos pedreiros indicados", conta.
OS PASSOS PARA UMA BOA ESCOLHA
Veja na página Show Room da Casa, indicações de profissionais qualificados
Fonte:
Revista Arquitetura e Construção - Dezembro/99
Para ler esta reportagem na íntegra procure a fonte citada em bancas
ou bibliotecas de sua cidade.
